Porto Digital concorre com a Paraíba

Posted by Felipe Ribeiro on July 23, 2007

Jornal do Commercio - 22.07.2007

Campina Grande é referência na formação de capital humano. Já o Porto Digital tem marca consolidada, juro zero, sinergia e mais negócios

O crescimento do parque tecnológico de Campina Grande (PB) pode torná-lo concorrente direto do Porto Digital do Recife na captação de empresas de tecnologia da informação (TI). Mas o Porto Digital prefere falar em parceria em vez de concorrência para atender a expansão exponencial do setor de TI. “Existe hoje uma necessidade de integração para gerar valor para os dois lados. Se não estivermos integrados nos próximos dois anos, faltará gente para ocupar postos de trabalho, faltará estrutura para pesquisa e desenvolvimento”, entende Valério Veloso, diretor-presidente do Núcleo de Gestão do Porto Digital. Na lógica defendida por Veloso, é preciso atuar conjuntamente e não dividir os recursos que chegam ao Nordeste. “Temos que cooperar para compartilhar recursos”.

Há duas semanas, o parque de Campina Grande, cidade situada a 130 quilômetros de João Pessoa, virou notícia nacional com a divulgação de uma tornozeleira eletrônica para monitoramento dos presos em regime semi-aberto, desenvolvida pela Insiel. Mas o pólo paraibano foi criado em 1984, sendo um dos primeiros do País. Campina Grande é referência na formação de capital humano e sai na frente do Recife quando o assunto é software livre (que permite a qualquer um usar, distribuir e copiar). Por isso, é visto como cidade de grande potencial de crescimento para entidades como o Instituto Nokia de Desenvolvimento Tecnológico (INdT). O curso de computação da Universidade Federal de Campina Grande tem parceria de grande monta (no mínimo R$ 500 mil) com até 12 empresas, que estruturam as disciplinas disponíveis na grade curricular de modo a satisfazer suas demandas no desenvolvimento de capital humano.

Sandro Alves, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios do INdT, ressalta que grandes empresas têm apresentado ganhos interessantes com o software livre, mas o INdT não consegue firmar parceria com as universidades de Pernambuco para essa área, ao contrário do que acontece em Campina Grande. “A dificuldade de Campina Grande é que eles não estão sabendo se vender ainda, mas têm excelente qualidade na formação de mão-de-obra e uma das melhores políticas industriais para o setor”, avalia Alves.

Alexandre Moura, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande e diretor da Light Infocon, ressalta o relacionamento mantido entre empresas e universidades na cidade paraibana e destaca o apoio que o setor recebe. A firma que quer entrar no pólo passa primeiro pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, sede da Incubadora Tecnológica de Campina Grande, e se estabelece já estruturada. Por esse processo, é possível analisar as deficiências e vantagens da empresa para que ela possa maximizar os seus resultados. O governo estadual e o municipal concedem os incentivos apontados como necessários para as empresas. “Os empresários dizem o prédio, terreno, os incentivos para treinar mão-de-obra, a energia elétrica e sempre são atendidos”.

Ângelo Perkusich, professor do Centro de Engenharia Elétrica e Informática da Universidade Federal de Campina Grande, entende que o Porto Digital e o de Campina Grande têm focos de atividades diferentes. Segundo Perkusich, Recife é referência em software corporativo, jogos eletrônicos. “Em Campina, o vetor mais forte é no desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis, como celular e tablets (PC ultra mobile), mais no contexto da mobilidade”. Perkusich avalia que Campina atende à demanda para aplicações que ainda não são fortes no mercado nacional, mas com grande potencial dentro de dois a três anos.

Valério Veloso entende que Campina é um pólo fértil de capital humano, mas não tem o ambiente do Porto. As empresas de lá não estão próximas ao mercado, tem de exportar. “Aqui temos financiamento a juros zero, sinergia, mais negócios, capacidade de participar de redes de capital humano, marca consolidada, um plano de desenvolvimento seguro”. Valério acredita que sistemas em software livre são uma tendência de negócio ainda difusa. “Não podemos decretar que os melhores negócios estão em software livre”. Valença diz ainda que a competência de Pernambuco está estabelecida e o Estado poderá se voltar para qualquer área que traga resultado. “Nosso negócio é orientado pelo fluxo de caixa”.

Ruby on Rails para gente grande

Posted by Felipe Ribeiro on July 20, 2007

Existe um site chamado Working With Rails que mostra o estado da arte no mundo Rails, quem está usando, o que está sendo feito, tem um espaço para os profissionais divulgarem seu trabalho e etc. E lá existe uma seção chamada High Profile Organisations using Rails que mostra grandes empresas que estão entrando na onda, e mostrando que Rails não é coisa de geek maluco, mas sim uma tecnologia que pode ser bem usada no meio enterprise!

Perfil dos "linuxers"

Posted by Felipe Ribeiro on July 18, 2007

Sou “gentooniano” fiel, mas não pude deixar de achar engraçado e concordar com essas descrições:

Uma característica do fiel gentooniano é sua vocação para auto-flagelação, uma vez que sua iniciação na religião pode demorar dias. Uma vez iniciado, entretanto, esse adepto diz-se livre de drogas, como Lesbian Linux, Fedora, Mandrake e principalmente aquelas mais pesadas, como Windows. Entre as atividades diárias do adepto ao culto encontram-se a sagrada tarefa de rir dos pobres mortais (também chamados de usuários do Slack) e recompilar o kernel ao menos uma vez por dia.
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Gentoo_Linux

Para usar o Debian é necessário electricidade suficiente para fazer download e queimar 21 CDs. A ultima versão do kernel “stable” (que é considerada estável) do Debian é a 1.2. Que já tem suporte a teclado. O apt-get possui o “dist-upgrade” é uma ferramenta que tem a capacidade única de destruir seu sistema.
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Debian_GNU/Linux

Antigamente os slackers só usavam X11 para ver porn stuff na internet. Hoje eles usam links2 com directfb.
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Slackware

Asshole driven development

Posted by Felipe Ribeiro on July 16, 2007

Tradução livre do texto Asshole driven development

A indústria de software é provavelmente a maior criadora de métodos de gerenciamento do mundo. Desde Agile, até o Extreme Programming , e o Test Driven Development (TDD), os acrônimos e frameworks continuam surgindo. Por quê?

Alguns dizem que é por causa da imaturidade: A indústria de software ainda é muito jovem e toda mudança é um caminho para novos fundamentos. Outros dizem que é porque as pessoas que trabalham com software gostam de criar coisas que não lhes ajudam. Bem, eu digo que: Se nós vamos ter dúzias de modelos, então podemos também ter alguns que são honestos, mesmo que cínicos, para o que realmente está acontecendo na maior parte do tempo.

(Tenho certeza que existe uma lista bacana desses modelos, mas aqui estão os cínicos)

Asshole Driven development (ADD) - Qualquer equipe onde o maior idiota é quem toma as grandes decisões, é “Asshole driven development”. Toda sabedoria, lógica ou processo é jogada pela janela quando o Mr. Asshole está na sala, fazendo qualquer idiotice, ou coisa egoísta que ele acha ser o melhor a se fazer. Devem haver regras e processos, mas o Mr. A as quebra e as pessoas o seguem de qualquer maneira.

Cognitive Dissonance development (CDD) - Em qualquer organização onde existem duas ou mais crenças divergentes em como o software deve ser feito. A tensão entre essas crenças, assim como suas batalhas nas várias reuniões e nas decisões individuais pelos jogadores em ambos os lados, definem o projeto mais do que qualquer crença individual.

Cover Your Ass Engineering (CYAE) - A força que guia os esforços individuais para garantir que quando a merda bater no ventilador, ele não será o culpado.

Development By Denial (DBD) - Todos fingem haver um método para o que estão fazendo e as coisas vão indo bem, quando na realidade, tudo está uma bagunça e o processo está no chão. Quanto pior ficam as coisas, mais as pessoas dependem da sua negligência com relação ao que está acontecendo, ou do seu isolamento na sua pequena parte do projeto para sobreviver.

Get Me Promoted Methodology (GMPM) - As pessoas escrevem o código e projetam as coisas para aumentar sua visibilidade, satisfazer os caprichos do chefe, e acelerar seu caminho para um aumento ou para o escritório da ponta, sem importar quão longe dos objetivos estão os seus esforços. Isso inclui permitir desastres acontecer, para que pareçam heróis, escrevendo gambiarras que parecem ótimas em curto prazo mas quebram quando o sujeito sai, e focando mais na superfície do trabalho do que no seu valor.

Tenho certeza que você conhece outros métodos que não foram citados, quais são?

Yahoo! e o PHP

Posted by Felipe Ribeiro on July 12, 2007

Instalando o Vista em 2 minutos

Posted by Felipe Ribeiro on July 11, 2007

Timeline dos browsers

Posted by Felipe Ribeiro on July 11, 2007

Lembra daquele timeline das distribuições Linux?
Pois é, seguindo a mesma idéia, aqui está a árvore genealógica dos browsers:

Logomarcas 2.0

Posted by Felipe Ribeiro on July 09, 2007

Há um tempo atrás estava navegando e achei essa imagem que me chamou a atenção para um “fenômeno” que está acontecendo. A WEB 2.0 não revolucionou apenas a maneira como as pessoas fazem aplicações web, se comunicam ou se divertem, mas também vem lançando uma moda em como o pessoal faz logomarcas, e por causa dessa nova moda já existem até sites que fazem a sua logomarca “2.0″ bastando você digitar o texto, como esses por exemplo, que os preguiçosos irão adorar:

E pensando nisso, alguém muito esperto fez uma paródia de marcas famosas usando o “estilo 2.0″, muito interessante:

Frase do dia

Posted by Felipe Ribeiro on July 06, 2007

“Engenharia de software é uma maneira de escrever bons softwares usando programadores ruins.”
Autor desconhecido, citado pelo Prof. Dalton Serey e colado da mensagem personalizada do Gtalk de Flávio Santos :-)

O "fantástico" mundo dos frameworks

Posted by Felipe Ribeiro on July 04, 2007

Hoje li um texto muito interessante escrito por Benji Smith em: http://discuss.joelonsoftware.com/default.asp?joel.3.219431.12 chamado “Why I hate frameworks” e mostra uma realidade do que acontece no mundo dos canivetes-suíços frameworks, especialmente no mundo Java, onde querem fazer frameworks para abraçar o mundo com soluções ultra-genéricas que muitas vezes ao invés de facilitar e agilizar o processo de desenvolvimento se tornam uma pedra no sapato.
Vale a pena a leitura!