Uma pesquisa da IDC (http://w3.bsa.org/globalstudy/) mostra como foi o uso de software pirata, em todo o mundo, nos anos de 2005 e 2006.
Sabe-se que no Brasil esse índice é altíssimo, muita gente inclusive nem sabe que o Windows que roda em seus computadores deveria ser um produto pago… Mas mesmo assim, esse índice diminuiu quatro pontos percentuais entre 2005 e 2006, foi de 64% para 60%. Ainda não é nada animador comparado a média mundial de 35%, mas já está abaixo da média da América Latina, que é de 66% (Com assustadores 82% na Venezuela de Chavez) e bem abaixo do índice de países como Armênia, Moldávia, Azerbaidjão, Vietnam e Zimbábue que têm 90% ou mais do seu software pirateado.
Essa diminuição pode ser um reflexo da Web 2.0, onde está se diminuindo a quantidade de softwares que rodam localmente, e as pessoas estão passando a usar SERVIÇOS de software na rede. Algo que se paga, direta ou indiretamente, como uma conta de água ou luz e não é comprada nenhuma licença. (Me veio na cabeça agora que pode ser também devido à adoção do Linux em muito desktops, mas não posso assegurar )
Mas você pode pensar: “Ué… mas eu não pago para usar as aplicações do Google…”, mas se você quiser 10GB de espaço, vai ter que desembolsar, e mesmo que use gratuitamente os 2GB, alguém paga para você: são os anunciantes!
E aí mais uma vez a Web 2.0 muda a maneira como as pessoas usam a Internet e como as empresas de software devem repensar seus negócios, pois do jeito que vai, licença de software será logo logo algo em extinção.

eu penso que este índice tb pode ter diminuído devido ao grande aumento na venda de notebooks. Estes já saem das lojas com o Windows original ou Linux.
Bem pensado Rafael!
Vários fatores podem levar a isso realmente, e a explosão das vendas de notebooks com certeza é um deles!
Se bem que software pirata não inclui só o sistema operacional, Office, Photoshop, Corel também estão nesse “bolo”, e eles na maioria dos casos não vem de fábrica nos notebooks.