O nome soa estranho, mas computação em nuvem é a tradução do termo “Cloud Computing” que vem rondando o vale do Silício há algum tempo e é um conceito que assusta gigantes do mundo do PC como a Microsoft e abre espaço para milhões de pequenas empresas na Web – as startups.
A idéia da computação em nuvem apresenta uma nova maneira de organização do mundo digital, que deixa de ser “PCcêntrico” e passa a ser “WEBcêntrico”, já que a tal nuvem é a própria Web, com os softwares deixando de ser produtos e se tornando serviços.
Dessa maneira, seus dados, documentos e ferramentas estariam hospedados em grandes servidores na Web e você acessaria tudo através do navegador, que seria uma espécie de cliente universal e assim você teria acesso aos seus arquivos a partir de qualquer computador no mundo e também exigiria menos dos PCs o que possibilitaria a produção de máquinas ainda mais baratas.
E o software como serviço abole de vez com as licenças e softwares de prateleira, pois você não precisa mais instalar nada, apenas paga-se uma taxa para usar um serviço online por um determinado tempo e no caso de serviços gratuitos, alguém está pagando para você: OS ANUNCIANTES.
Isso já vem acontecendo aos poucos com a oferta de serviços na Web de suítes de escritório e ferramentas de edição de imagem, entre outros e a tendência é que nas máquinas só estejam instalados softwares básicos.
Mas por quê a Microsoft deve se preocupar?
A política da Microsoft de vender software na caixinha fica obsoleta com essa novidade, e os usuários costumavam optar pelos MS Windows pelo enorme leque de opções de softwares compatível com ele. Porém se a idéia da computação em nuvem se concretizar, as aplicações se tornam independentes de plataforma e qualquer pessoa em qualquer sistema operacional que tenha um browser que implemente razoavelmente os padrões web W3C, como o excelente Mozilla Firefox, poderá ter acesso às tais aplicações, e essa é mais uma chance que o Linux tem de decolar.
E o que ainda falta?
Na minha humilde opinião ainda existe um gap que precisa ser considerado: o gargalo da rede. As aplicações Web estão conseguindo um nível de responsividade muito alto, mas para se equiparar aos potentes computadores modernos rodando aplicações stand-alone ainda há um caminho árduo a ser percorrido e não acho que seja algo que é feito da noite para o dia, mas sim algo gradual e relativamente lento, como realmente vem acontecendo.














