¡Adiós Madrid!

Depois de 18 meses vivendo na terra de Cervantes, estou de partida!

Nesse um ano e meio que passei aqui estive trabalhando no Tuenti, uma rede social espanhola com cerca de 12 milhões de usuários, na maioria adolescentes. E estive em duas equipes diferentes dentro da empresa, nos 6 primeiros meses estive na equipe Core, que cuida das features básicas da rede social (busca, fotos, mensagens, sugestão de amigos, etc) e depois fui para a equipe Tu, que é a equipe responsável pelo desenvolvimento das features relacionadas a operadora de celular do Tuenti (www.tuenti.com/tu). Aprendi muito tanto em termos pessoais quanto profissionais, fiz grandes amigos, conheci excelentes profissionais, aprendi a falar espanhol (não consegui perder o sotaque brasileiro, mas não passo aperto!), mas chegou a hora de partir para um novo desafio.

Acredito que no momento em que você já está na sua zona de conforto e não se sente mais desafiado e motivado a aprender e testar coisas novas no seu trabalho, está na hora de mudar. E foi isso o que me aconteceu.

Durante esse período, recebi alguns contatos de recruiters de outras empresas e nunca rejeitei nada logo de primeira (a não ser que fosse algo realmente desinteressante), sempre falei com as pessoas para saber o que tinham a me oferecer. Neguei algumas propostas porque ainda não tinha encontrado algo que realmente me fizesse sentir animado em abandonar o status quo. Até que chegou a vez do Spotify.

O Spotify provavelmente seja a empresa mais “quente” do momento no mercado europeu (junto com a Rovio, do Angry Birds) principalmente depois da sua entrada no mercado americano e parceria com o Facebook.

O serviço não está disponível no Brasil, mas só para explicar como funciona, o Spotify está para a música assim como o Netflix está para filmes e séries, ou seja, você paga uma mensalidade (existe também um plano limitado grátis) e pode escutar toda a música que quiser em streaming de um catálogo incrível que eles dispõem de forma legal, onde o artista e a gravadora são remunerados por isso.

O Spotify tem sedes em Nova Iorque, Londres e outros lugares com foco mais comercial e a principal sede está em Estocolmo, na Suécia onde está quase todo o departamento de engenharia. E é pra lá que eu vou!

Estarei todo o mês de dezembro na Paraíba com minha família pegando um solzinho e resolvendo o resto dos papéis que faltam para em janeiro embarcar para essa nova aventura fria! :-)

Önska mig lycka till! (me desejem sorte!)

Redes sociais: O que fazer com o perfil de quem morreu?

O tema desse post pode parecer um pouco macabro, mas me parece já ser um problema da sociedade atual.

Para muitas pessoas o mundo “real” é apenas o lugar onde se tiram fotos e se fazem check-ins para publicar no Facebook (ou similares) mas é fato incontestável que pessoas morrem, e o que se deve fazer com o perfil delas nas “internets”? Manter o seu perfil in memorian? Apagar o perfil? Como comprovar que morreu?

Eu nunca havia pensado nisso até que um dia uma pessoa que até então eu não conhecia chegou pra mim, sabendo que eu trabalho numa rede social e me perguntou: “Minha cunhada morreu, mas o perfil dela no Facebook continua aberto e tem gente que nem sabe do acontecido mandando mensagens e etc… O que eu posso fazer para fechá-lo?”  Nesse momento momento eu comecei a pensar e vi que onde trabalho não há uma política clara para esses casos, mas seria tratado com atenção por pessoas, e não máquinas, da equipe de suporte a usuário (que inclusive é um trabalho bem interessante, passam o dia todo vendo e apagando a pornografia que é denunciada :D ). Imagino que no Facebook seja algo parecido, a diferença deve ser só que o suporte a usuário é feito em out-sourcing na Índia com centenas de empregados! E foi isso que sugeri que fizesse, buscasse o e-mail de contato com a equipe de suporte.

Então fiquei pensando nisso e em qual seria a maneira mais adequada de tratar esses casos e a solução que me veio na cabeça e que pareceu mais simples e eficiente foi permitir que a própria pessoa decida, como um testamento.

Para parecer menos sinistro, na configuração de conta ter uma seção onde se configura o que fazer quando a conta passe muito tempo “inativa”, e o próprio usuário possa definir quanto seria esse tempo e o que deve ser feito, por exemplo:

Vou nas configurações da minha conta e defino que se minha conta passa mais de 30 dias inativo, me mande um e-mail (como um ping), se eu não faço login nem respondo o e-mail em mais X dias, marque meu perfil como inativo e não permita que me enviem mais nada, ou caso prefira, que apaguem meu perfil e todo o conteúdo que já publiquei ou senão que mande uma senha alternativa da minha conta para o e-mail de outra pessoa (minha esposa, por exemplo) e permita que ela acesse a conta e faça o que quiser (eutanásia!?).

Isso poderia servir tanto para caso de morte ou algo mais temporário que poderia ser reativado depois, como se por exemplo resolvo passar um ano isolado morando com uma tribo de Pigmeus em Botsuana.

E vocês? O que acham que seria uma boa opção?

UPDATE: Sugestão de @daniel_leite: permitir que o usuário deixe uma mensagem/vídeo post mortem: “Se você está vendo esse vídeo, é porque eu devo estar morto…”  :D

Dicas de livros

Hoje vou falar sobre três livros que li ultimamente, gostei bastante e tenho recomendado a alguns amigos:

The Algorithm Design Manual

The Algorithm Design ManualEsse é um livro de algoritmos com leitura agradável, não é tão profundo quanto o Cormen mas cobre a maioria dos tópicos com abordagem mais prática e menos acadêmica. Foi escrito pelo Skiena que é uma celebridade no meio das competições de programação e se divide em duas partes, a primeira contém os capítulos normais e a segunda são só problemas em que se aplicam os algoritmos apresentados.
Uma coisa legal para quem faz entrevistas ou está se preparando para ser entrevistado, é que a cada capítulo tem uma parte de perguntas para entrevistas usando o tópico explicado.
É uma leitura bastante “leve” se comparada aos livros do Cormen, Knuth ou Papadimitriou e é um livro que dá pra ler de forma salteada, já que os capítulos são bem independentes e você pode usar como guia de referência.
Além do livro também existe um site do autor (http://www.algorist.com/) que tem material complementar e inclusive vídeo de aulas dadas por ele: http://www.cs.sunysb.edu/~algorith/video-lectures/
O único ponto negativo que vi nesse livro é que, estranhamente, não tem nenhum capítulo específico sobre árvores.

Programming Pearls

Já é um clássico que todo programador deveria ler. É um excelente livro que aborda diversos tópicos relacionados a programação como algoritmos, corretude, estruturas de dados, estimativa e análise de performance e acima de tudo ensina como pensar “fora-da-caixa” e ter aqueles momentos Eureka! que resolvem o problema de maneira nem sempre óbvio mas super eficiente e elegante.

Being Geek

Esse livro é completamente diferente dos anteriores, é focado no relacionamento programador-humanos e não no programador-máquina como os anteriores.
O assunto é principalmente a carreira profissional, com dicas valiosas de relacionamento no trabalho, como funcionam normalmente os processos de entrevista e seleção na maioria das empresas, como subir na carreira, etc. É uma forma bacana de dar um Norte pra quem tá perdido sem saber o que fazer na sua carreira, e um manual de sobrevivência geek.
Esse vídeo divulgado pelos editores do livro ilustra um pouco o que é apresentado:

Nota de esclarecimento – Matéria “Hackers do Bem” – Jornal Correio da Paraíba 06/09/2009

Jornal Correio da Paraíba - 06/09/2009

Jornal Correio da Paraíba - 06/09/2009

Hoje foi publicada uma reportagem no Jornal Correio da Paraíba intitulada “Hackers do Bem”, onde eu e alguns colegas fomos entrevistados.

Como o pessoal do jornal tinha o nosso contato, já que fizeram uma reportagem conosco sobre o Google Summer of Code, nos telefonaram e marcaram para que falássemos um pouco sobre “o que” é um hacker, no sentido real da palavra, dar algumas dicas para as pessoas protegerem seus computadores contra os crackers e falar um pouco sobre como foi a experiência no GSoC (coisas realmente nada a ver, mas foi o que pediram para que falássemos).

Marcamos um dia lá na universidade, conversamos com o reporter sobre essas coisas e o que vimos hoje no jornal foi algo BEM diferente, vi no texto declarações como as que diziam que nós vamos ajudar a Polícia Federal na investigação de crimes virtuais. Deturpando completamente o que falamos, até porque não somos peritos forenses, nem especialistas em segurança. Apenas demos uma contribuição informativa por termos um nível de conhecimento em informática um pouco maior do que a média da população.

Eu fiquei bem chateado e gostaria de esclarecer nesse blog, onde alguns conhecidos dão uma olhada de vez em quando, que parte considerável da notícia e até algumas frases que foram atribuidas a nós não são verdadeiras, em nenhum momento sequer mencionamos qualquer trabalho na área de segurança, nem tampouco comentamos NADA sobre colaborar com a PF. Pois certamente não temos cacife para isso. E lá colocaram uma foto nossa como se fôssemos super-herois virtuais que iriam proteger as pessoas (Me senti como o Harry Potter com aquela repórter lá no torneio tri-bruxo).

O que mais me chateou é que fica parecendo que nós estamos querendo nos promover e aparecer inventando essas histórias, quando na verdade somos “vítimas” de uma exposição baseada numa informação falsa. Quem me conhece sabe como sou discreto e faço de tudo para aparecer o mínimo possível, em nenhum momento ia inventar esse tipo de coisa para aparecer.

Fico pensando que, se inventam coisas dessa maneira de pessoas cujas vidas não importam para ninguém, imagina o quanto é inventado do que se fala de gente como o Ronaldo Fenômeno e Britney Spears?

E se quando esses “profissionais” foram contratados, exigiam diploma de jornalista, imagina agora que nem isso se exige mais?

Seven things you probably don’t know about me

Esse post excepcionalmente será em inglês para dar prosseguimento a um meme que vem rolando na comunidade PHP.


I don’t really understand this whole meme thing, I’ve seen many people in the PHP community posting this stuff and as I was tagged by Cesar Rodas, and he said such good things about me, I had to do it as well!

Here goes the seven things you probably don’t now about me:

1 – I’m left handed to do some things and right handed for others
2 – The first programming language I tried to learn was Perl, when I was 14 at 1999, but without success…
3 – I don’t drink coffe, it makes me feel bad with heartburn. On the other hand I’m addicted to Coke.
4 – I always liked eletronic stuff, but I sucked with video games when I was a child, I’ve never gone to the last level of any game at that time.
5 – I used to play soccer as goalkeeper.
6 – I’ve had Lasik two years ago, so I’m not short sighted anymore
7 – The first online purchase I did was the book: PHP for the World Wide Web by Larry Ullman

As I believe every blogger in the PHP community has already answered this, I will only tag Alwin “Yogarine” Garside: A crazy dutch nerd troll.

Rules are quite simple:

- Link your Original tagger(s), and list these rules on you blog

- Share seven facts about yourself in the post – some random, some weird.

- Tag seven people at the end of your post by leaving their names and the links to their blogs.

- Let them know they’ve been tagged by leaving a comment on their blogs and/or Twitter.

Comecei a me preparar pra prova de ZCE!

Faz tempo que venho falando que vou fazer a prova, quando o dólar estava baixo eu deixei passar, e agora as coisas complicaram… Mas mesmo assim estou decidido a fazer no máximo em Janeiro.

Meu amigo Marcelo Schmidt, me “doou” os simulados que ele não precisou mais fazer quando tirou a certificação dele.

E hoje eu fiz um só pra ver como está o meu nível e foi melhor do que eu esperava! No guia de certificaçao só li até metade do capítulo “String and Patterns”, então já esperava me dar mal em coisas como Streams, que nunca mexi de verdade, só leitura e escrita simples em arquivos, e em segurança que tenho conhecimentos gerais mas não específicos de configuração do PHP. Mas enfim… estou bem satisfeito com o resultado, vou dar uma lida no que não me dei tão bem pra no próximo simulado conseguir tudo “excelent” e marcar a prova! :)

Slides de apresentação sobre Software Livre

Essa semana apresentei um seminário na disciplina de “Informática e Sociedade” na Universidade sobre o Impacto Social do Software Livre, e estou aqui compartilhando os slides para se alguém por acaso estiver procurando por algo do tipo, os slides são bem superficiais, mas quem quiser discutir pode entrar em contato via comentário ou e-mail! :)